quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Las puertas nunca han de cerrar

Chega de flutuar, agora é hora de planejar! (Minha hora favorita)
Voltei às aulas de tango, só para entrar no clima. Fico um pouco triste de dançar tango aqui,é como ferir uma memória perfeita - mãs, tudo para entrar no clima, aquecer os motores.

ps, foto de internet. Tava chovendo.

Hoje estivemos no Consulado General de la Nación Argentina, e acho que conseguimos um leve apoio cultural para a divulgação! Como lá rolam aulas de tango e de espanhol, disseram-me com serenidade que quando os folders do lançamento saírem, eu devo passar lá e deixar minha marca!
Próximo passo: ...nem eu sei.

O outro olho do Daruma

Imagine um lugar com o qual você sempre sempre sonhou. Desde criança, você alimenta uma esperança de estar ali. Não, é mais que esperança. É mais que sonho. É simplesmente garantia. Você tem certeza absoluta que um dia olhará em volta e nem mesmo estará surpreso - você merece estar ali simplesmente porque já esteve ali em diversos momentos do seu passado.

Uma vez pronto, fiquei inquieta. Comecei a pedir às pessoas ajuda para um caminho ou outro de publicação para o meu livro - mas, infelizmente, vi que era mais uma coisa  que eu teria que fazer sozinha. Certa noite, em meio à minha insônia, meus olhos febris se abriram carregando uma resposta. Eu estava sonhando com o Consulado da Argentina - pelo qual passo todos os dias de ônibus - e nesta dada hora, determinei que eu mesma encontraria um jeito para ter acesso a uma editora, sem depender da boa vontade dos outros. A boa vontade teria que ser minha.
Internet. Saída fácil e simples para tudo. Lembro-me das incontáveis manhãs na faculdade procurando endereços, sites, blogs, e até mesmo palpites virtuais de quem já tinha obras publicadas. Registrei o "Estación Callao" no Prédio Gustavo Capanema em abril e então, comecei um envio frenético da obra para as mais diversas editoras, grandes ou pequenas.

É coisa demorada. Treina a paciência. Quando temos algo de bom na mão, queremos somente concretizar. Ou pelo menos, queremos que o feeling não passe. E uma publicação pode te custar tantos e tantos anos que até mesmo mudamos de desejo principal. Mas eu dei sorte. Apenas quatro meses depois do início da vontade, a realização.
Depois do recente jogo entre Alemanha e Brasil (sendo ambas as equipes citadas no Estación), fui checar o email, como faço tantas vezes diariamente. E o grito - futebolístico, posso dizer - preso na garganta há anos pôde sair. Eu teria meu livro editado.
Um daqueles momentos em que tudo na sua vida se encaixa e você se considera realmente feliz.
Há uma semana, estivemos em São Paulo, justamente para ter a visão dessa foto de celular aí. Minha mãe, sem acreditar. Eu.. só acreditando. É meu, é meu e meu. É este o lugar com o qual sonhei. O outro olho do Daruma.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um pedido

Imagine um lugar com o qual você sempre sempre sonhou. Desde criança, você alimenta uma esperança de estar ali. Não, é mais que esperança. É mais que sonho. É simplesmente garantia. Você tem certeza absoluta que um dia olhará em volta e nem mesmo estará surpreso - você merece estar ali simplesmente porque já esteve ali em diversos momentos do seu passado.

Anos, ideias e divagações. Trens da vida. Borrões de rotina. Até que tudo o que havia no meio do meu caminho era um pouco de chão.

Escrevi "Estación Callao" porque tinha que ser escrito. Não foi a primeira e nem a última coisa que pus abaixo, mas talvez delas a mais simples, a mais palpável, a mais acessível. É uma história real, singela e muito, muito sincera. É o relato de mais uma rotina, mais um pedacinho recortado de algo que vivi. Comecei a escrevê-lo em Buenos Aires mesmo, no final do meu intercâmbio - como sempre, o livro já estava pronto, bastava que eu o ouvisse e o transcrevesse. Escrever não é difícil, difícil é viver aquilo que valha ser escrito.
Dois meses correram por debaixo dos meus olhos marejados de saudade. Porém, por pior que eu estivesse e mesmo sem aceitar boa parte da volta, eu me mantive a escrever para que as lembranças estivessem vivas. Vivi a mesma história duas vezes. E, quando a segunda vez acabou, eu sabia o que fazer.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hola, hello, hallo, oiem!

Buenas noches, povo!
Yo me llamo... ok, ok, pararei por aqui. Me chamo Laura Tardin, tenho dezenove anos, moro na Capital de São Sebastião do Rio de Janeiro, mas carrego um pouco de todos os lugares por onde já passei. Aqui, no Rio mesmo, encontro meus nichos diferenciados.
Atualmente, sou estudante de Administração e Entretenimento (sim, isso existe!) na ESPM, mas já fiz - e faço - de tudo nessa vida: estudei Economia na UERJ, fiz terceiro ano intensivo, trabalhei em loja de sapatos, fiz curso de teatro, moda e sushiman, fiz parte do Conselho Jovem da Megazine desse ano... atualmente, faço parte da cena alternativa carioca, mas mesmo assim sou figurinha fácil no campus da Estadual dançando até o chão os ritmos nem tão alternativos.
A rotina cansa, a vida entedia, e o que sobra mesmo é escrever. Escrever para descrever, noticiar, memorizar, eternizar. Não sei como é estar sem isso, só sei que ponho no papel tudo o que me acontece há pelo menos 8 anos. Diário, caderno de 'observações', peças de teatro, crônicas, curtices, livros. Chega a ser difícil para mim separar o meu 'eu' rotineiro e o 'eu' escritor.
Crio o blog hoje para tentar descrever o processo da publicação do meu livro (!), Estación Callao, pelo selo "Novos Talentos da Literatura", da Novo Século. A previsão é que a obra saia em novembro... aguardaremos, escrevendo ainda mais!